@renancavichi:
A Expedição para a Pedra do Baú quebrou todos os recordes de emails trocados para organização e data da expedição, foram mais de 170 emails (contando as piadas) até a data de 22 de maio de 2010 quando reunimos os amigos: Carol Emboava de Taubaté, Jeff de Mogi das Cruzes, Laura de Jundiaí, Marcelo de Lorena, Mariana Ricatieri e eu (Renan Cavichi) de Caraguatatuba.
@mari_ricatieri:
Laura e Marcelo vieram até Caraguatatuba e daqui partimos para Taubaté onde encontramos Jeff e Carol. Tomamos um café com pão de queijo e nos dividimos em dois carros rumo à São Bento do Sapucaí.
Em Santo Antônio do Pinhal paramos na Estação de Bondinho Eugênio Lefreve para curtir o visual do Vale do Paraíba e depois de algumas fotos retomamos a rota para a Pedra do Baú.
@jeffsupertramp:
Ao longo do percurso (de carro) já é possível ficar “namorando” o destino – as majestosas Ana Chata, Baú e Bauzinho olham imponentes para os pobres mortais que, falsamente, por vezes se acham prontos para encará-las.
@renancavichi:
Dica: A estrada que sai de São Bento do Sapucaí até o estacionamento tem trechos bem íngremes, carros com motor fraco e com muito peso podem não aguentar a subida.
Chegando ao estacionamento, onde já temos uma bela vista das montanhas do sul de minas, ajustamos os últimos detalhes da mochila e começamos a subida.
O ínicio da trilha passa por dentro de uma fazenda, e para esquentar o corpo, já subimos um trecho bem íngreme beirando a cerca por entre alguns eucaliptos, mas logo a trilha volta a ficar plana e alguns minutos depois, saímos da área descampada e entramos na mata.
A trilha é marcada por várias araucárias (árvores de pinhão, para os leigos) e alguns trechos por uma planta que fica aguardando suas vítimas com “carrapichos” na altura da cabeça, não muito agradável para quem tem cabelo comprido! rsrs
Com várias bifurcações pela trilha, um GPS com tracklog é fundamental (arrependimento), por sorte a nossa guia Carol conhecia a região como a palma da mão… Mas como estava usando luvas, nos perdemos por um trecho curto, mas logo retomamos a trilha normalmente! (just kidding Carol rsrs)
Depois de caminharmos 1:30h aproximadamente chegamos à bifurcação que leva às duas faces da Pedra do Baú (norte e sul). Descendo alguns metros fora da trilha temos um ponto de água muito importante pois é o último no qual podemos pegar toda água possível para continuar a trilha e utilizar no acampamento no cume.
Rumo a face sul, retomamos a trilha. A cada passo a Pedra do Baú se mostra mais imponente e não muito longe conseguimos avistar a pedra da Ana Chata.
Logo chegamos ao início das escadas onde encontramos um casal de velhinhos que estavam voltando da trilha, com disposição de fazer inveja, uma grande motivação para encarar a escalada.
Escalar as escadas requer muita atenção, é uma subida muito perigosa e longa, qualquer deslize pode ser fatal, em alguns trechos as meninas que estavam subindo pela primeira vez não levaram mochilas, para isso contamos com a cooperação dos amigos com mais experiência e preparo para retornar e resgatar as mochilas.
Dica: Para aventureiros de primeira viagem um cinto de segurança de escalada é a melhor opção para não se arriscar.
Durante a subida, apesar de todo perrengue, é possível curtir um visual fantástico de parte do vale do paraíba e Campos do Jordão.
Finalmente, depois de aproximadamente 4 horas, chegamos ao cume, uma sensação indescritível. Poder enxergar o horizonte em 360º é como estar no topo do mundo. Espetacular!
Ainda tivemos tempo de levantar acampamento e curtir o pôr do sol, que também rendeu fotos bem legais, mas como a luz, o sol também levou o calor, e a temperatura começou a cair.
@carolemboava:
Logo que o sol se pôs começamos a preparar nosso jantar. Renan atacou de frango indiano (salvem o curry!). E já trouxe a receita meio preparada de casa, finalizando na espiriteira. Eu pilotei o fogareiro e fui de arroz de coco. Acompanhamos o prato de batata palha. Tudo delicioso!
Laura e Mari já se recolheram nas suas barracas e nós fomos até a ponta do Baú tomar capuccino, chá quentinho, bater papo e tirar algumas fotos.
De madrugada o frio pegou! Na última olhada no termômetro registramos 5.4ºC.
@renancavichi:
No domingo acordamos por volta das 5:30am e fomos para a ponta da Pedra do Baú, o mais próximo do Bauzinho onde conseguimos presenciar um belissimo nascer do sol. Depois de algumas fotos, voltamos para começar a preparar o café da manhã.
@carolemboava:
Hora de pilotar novamente o fogareiro e dessa fez tivemos pão de queijo quentinho pra acompanhar o capuccino. veja a receita completa!
@renancavichi:
Enquanto os equipamentos e barracas secavam fomos visitar a ponta oposta da pedra, que fica de frente com a pedra Ana Chata, lá encontramos o aventureiro Ulisses em sua expedição solo, um cara muito legal e conhecedor da região, nos deu várias orientações de picos que podemos avistar de lá como: Pico dos Marins, X e Y, e depois de um bom papo, voltamos para terminar de fechar as mochilas para iniciar a descida.
Fizemos a decida pelas escadas da face norte, o começo é bem assustador e osprimeiros degraus dão a impressão de estar em graus negativos, mas logo o susto inicial passa e podemos curtir toda a vista das montanhas e da pedra Ana Chata.
A Pedra do Baú é bem frequentada por aventureiros, cruzamos com alguns deles, inclusive um grupo de escoteiros que iniciavam a subida.
Também encontramos com Ulisses novamente que iniciava sua descida e nos deu uma grande ajuda com as meninas que estavam bastante tensas e preocupadas.
Na metade do trecho chegamos na “Parada dos Medrosos”, uma parte longa de escadas que faz uma curva na pedra, e assusta muita gente! Claro que aproveitamos para tirar algumas fotos.

Mais algumas escadas abaixo e chegamos ao fim da face norte, retomamos a trilha e algumas horas depois estávamos de volta ao estacionamento.
@carolemboava:
Chegamos no carro e seguimos direto para o Restaurante Pedra do Baú (dica quente do Ulisses). Comida deliciosa acompanhada de um suco de limão cravo, hmmmm, pra fechar a trip com chave de ouro!
Valeu galera,
Até a próxima!






























13 Comentários
Delícia de trilha e delíiiiicia de lugar! Amo o Baú! Que venham muitas acampadas por lá!
Que showw!! Jundiaí muito bem representada!
Delícia mesmo… ainda quero voltar pra ficar um dia todo lá acampado! só curtindo o visual das montanhas do Sul de Minas e Vale do Paraíba, preparando umas comidas invocadas!
Dica para as mulheres com franja: levem presilhinhas para prendê-la, pois atrapalha bastante, principalmente na descida onde se deve olhar para baixo. A franja incomoda, entra no olho e não se pode soltar as mãos dos grampos para arrumá-la.
Renan, o post ficou chique heim?!
Tb já estou aguado pra fazer a trilha novamente. (mas agora só depois do Caparaó)
Abção backpackers/modelos/chefs de cozinha
Legal o relato!
Na próxima vocês podem almoçar na Cantina do Tio Giuseppe (quero ver quem aguenta comer o terceiro prato rs) ou na Truta do Roberto! Ahhhh ou no Taipa que fica na cidade e só tem almoço.
é isso ai… paissagens fantasticas, e relatos muito bacana, gosto de acompanhar
um forte abraço Renan e Ederson
Fala galera, blz?…
Bom, seguinte, estou pensando em subir a Pedra do Baú este final de semana, na verdade iria eu e mais alguns amigos.
Entretanto, não conheço nada da região.
Gostaria de saber se é possível arrumar algum guia por lá?
Ou se é facil realizar esta subida, pois já ouvi dizer que várias pessaos vão sem guia nem nada.
Seria possível vcs me darem esta dica?…
Abraço
Carlos, me passe um contato (email, facebook, etc) que converso melhor contigo, ok!
Se precisar de guia tenho alguém para lhe indicar sim!
Bjo!
Ola,
Que maximo a historia de vcs.
Pergunta: qual lado vcs acharam mais facil? Face norte ou sul?
Oi Sheynna,
Da minha parte achei bem mais tranquila e bonita a Face Norte, mas vai do gosto rsrs.
Beijão
Demais esta aventura!!!
O estacionamento que utilizaram é particular, funciona 24h ?
Obrigado
Dá próxima vez façam o favor de levar fita e mosquete para subir com segurança, suas pestinhas!