Quando pensamos em uma viagem, trilha, travessia, etc… tão importante quanto o planejamento do destino, treinamento, atividades diárias é o planejamento de cardápio. Ainda mais quando toda a alimentação depende somente de você.

Café-da-manhã, almoço (ou pequenos lanches durante o dia), jantar… tudo deverá ser levado dentro de sua mochila e somente de você dependerá a compra e preparação das refeições. Pra mim, a dica mais importante é sempre optar por alimentos que você goste e esteja acostumado a consumir em casa. Pois se você não gosta de miojo em casa, não será depois de 10h de trilha, faminto e cansado que passará a gostar.
Há quem prefira dividir os dias da viagem em saquinhos, outros que colocam tudo numa sacola grande e escolhem por dia o que vão comer. Já fiz dos dois jeitos e por experiência própria recomendo que quando a viagem passar de quatro dias essa separação seja feita por dias, pois assim fica mais fácil visualizar a quantidade a levar, sem que você passe fome ou carregue quilos a mais nas costas.

Na nossa última viagem de 6 dias ao Parque Nacional do Caparaó fotografei alguns passos dessa preparação. Dessa vez tivemos um relativo conforto, pois contratamos mulas para levar nossas cargueiras montanha acima no primeiro dia e ficamos num alojamento, onde toda a carga ficava guardada e caminhávamos somente com uma mochila pequena com água e lanches. Pudemos assim levar um peso maior e alguns luxos.
A refeição que mais precisou de cuidado foi o lanche, que era o que comíamos durante as trilhas. O primeiro passo foi etiquetar os saquinhos com os dias e atividades programadas. Assim, sabia que em dias de trilha mais pesada deveria levar um lanche mais reforçado.
Para cada dia, com pequenas mudanças na quantidade, eu levei: um pacotinho com 4 fatias de pão sírio, 1 patê de atum em embalagem de alumínio, 1 saquinho de suco em pó, 3 barras de cereal, 1 barra de proteína, 3 sachês de carboidrato em gel, 1 caixinha de geléia de mocotó (que eu adoooro!), 1 saquinho com frutas secas (castanha de cajú, castanha do pará, amêndoas e alguns quadradinhos de chocolate amargo picado), 1 energético líquido (6 Energy Shot®) e 1 barra pequena de chocolate. Claro que em alguns dias sobraram pequenos lanches, como as frutas secas ou barrinhas de cereal, por isso é importante deixá-los sempre em bolsos de fácil acesso, seja na mochila ou nas roupas.

Outro saquinho foi etiquetado com “Café da manhã”, onde separei por dia uma mistura de capuccino em pó + leite em pó, bolachas amanteigadas, queijo Polenguinho® e mais algumas fatias de pão sírio.

Para o jantar, a principal refeição do dia, optamos por comida liofilizada da Liofoods, que são extremamente leves e de fácil preparo, precisando apenas adicionar água para ficar prontas e ainda assim mantém o seu valor nutricional.
Sem esquecer é claro de alguns petiscos para antes da refeição, como um bom salaminho, que estava presente em todas as mochilas. Sucos em pó e algumas sobremesas também fizeram parte do nosso cardápio. Como o Creminuto, da Dr.Oetker®, que necessita somente de 300ml de leite gelado para ficar pronto. Separei num saquinho a mistura da embalagem + 3 colheres de sopa de leite em pó. Assim, na hora do preparo foi só adicionar a água.

Boas aventuras e bom apetite!
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Trilha do Bonete – Ilhabela – SP
Após alguns minutos de caminhada leve, chegamos ao portal do Parque Estadual da Ilhabela.
A partir deste ponto basta seguir em frente, colocando, de forma literal, o pé na estrada (a trilha segue em sua totalidade por uma via que, ao ser construída na década de 1980, ligaria Sepituba à Bonete, entretanto a topologia acidentada somada a um projeto falho impossibilitou seu uso.)
A trilha, ao longo dos seus 13 km, passa por vários pontos de água, incluindo dois rios (Cachoeira da Lage e Areado) em que será inevitável tirar os boots e subir as mochilas. (Vai aqui uma dica importante: os moradores ressaltam que, após fortes chuvas, sua travessia fica seriamente comprometida.)
Antes disso, decidimos pegar um atalho para ganhar 1km de caminhada e fomos contemplados pela visão privilegiada do Restaurante da Lage e para dar um mergulho na Cachoeira da Lage, onde os tão famosos e onipresentes borrachudos de Ilhabela começaram a dar as caras.
Como a trilha possui várias subidas íngremes o organismo não tardou a mostrar quem é que manda, punindo os adeptos do ócio com câimbras e desconforto muscular. Ainda assim, seguimos num bom ritmo e, após cerca de 4h, concluímos a trilha e avistamos a magnífica Praia do Bonete.
Enquanto curtíamos nuestra cerveza o Maurício barganhava sua volta de barco com um dos pescadores locais, o que acabou para ele não saindo assim tão em conta.
Com o anoitecer dando as caras começamos a cogitar onde iríamos acampar, após conhecer os dois campings do local, optamos pelo já recomendado “Camping do Eugênio” e também para assim ajudar a própria comunidade.
Fomos muito bem acolhidos pela Sra. Denorah e rapidamente montamos as Kampas e fomos preparar o jantar.
Com o cansaço, rapidamente capotamos sob o som do gerador que ilumina a comunidade ao fundo.
Por volta das 23h horas fomos acordados por um som que lembrava fortes ondas se quebrando e que dava a sensação de que o mundo estava se acabando em chuvas. Porém, ao abrir os olhos tudo ficou claro (apesar do escuro rs), vento, muito vento. As Kampas aguentaram bem, porém o que pegou (e diferenciou) foi a questão da cobertura delas. Enquanto uma estava com o conjunto completo (com ‘Tarp Oca’ e ‘Bug Stop’) que se mostrou bem estruturada, a outra estava só com uma lona de polietileno de 2×3m que, apesar de aguentar o tranco, fazia barulhos horríveis, potencializando a tal sensação de “o vento vai me levar embora”. Mas obviamente nada disso aconteceu e, após nos adaptarmos, o sono voltou.
Uma vantagem deste vento foi que a noite toda se passou sem que nenhum mosquito desse as caras também por lá.
Por falar nisso, ao longo de todo o final de semana, não vimos nenhum mosquito (pernilongo) pela ilha. Porém, os borrachudos estavam lá cercando nossas canelas a todo instante. O uso de repelente (Off em creme e spray ajuda, mas não elimina o ataque dos alados. O que acabamos notando, ao conjecturar sobre como os moradores locais suportavam tais ataques, foi que eles costumam usar meias (com chinelo) para suas idas à orla. Coisa que até chegamos a fazer, porém após os ataques.
@renancavichi: No domingo, parti as 7:30h de Caraguatatuba o e optei por chegar cedo ao Bonete embarcando de carona em uma das lanchas que parte de São Sebastião (Tebar) e faz o translado direto até a praia.
O passeio de barco pela costa sul da Ilhabela é fascinante, grutas e diversas formações rochosas da costeira compõem o visual. O tempo do trajeto até o Bonete gira em torno de 1h de lancha e 2h de canoa. Quem pretende ir de barco deve agendar com antecedência com os barqueiros.
Valores:
Lancha: R$ 50,00 (ida) – Beto: 12 – 9150-1044
Canoa: R$ 35,00 (ida)
A trilha para a praia das Anchovas, assim como a trilha do Bonete, é bem aberta e de fácil acesso. No meio do trajeto um ponto de água para se refrescar. Depois de 50 minutos é possível avistar a belíssima praia, com um visual peculiar da formação de pedras que abraça a bacia.
Chegando à praia encontrei um pescador próximo a uma choupana que me informou em um tom nenhum pouco amistoso (diferente da recepção cordial dos moradores da praia do Bonete) não ter visto ninguém passar pela praia naquela manhã.
Enquanto estava distraído tirando algumas fotos, Jeff e Ederson avistaram por duas vezes uma baleia que lançava seu jato de água na superfície. Confesso que fiquei em dúvida suspeitando ser um golfinho, mas os pescadores confirmaram a presença de baleias na região.
De volta à praia, depois de cortar caminho pela descida que sai próximo às canoas, conhecemos a “Praça da Conversa Mole”, um cantinho acolhedor da praia em meio aos chapéus de sol que por décadas já escutaram os causos de pescadores da região.
Depois de curtir um pôr do sol magnífico, aproveitamos a noite para brincadeiras com a técnica de Light Painting de fotografia, que valeram boas risadas. Para fechar o dia, uma bela feijoada (desidratada de forma artesanal pelo nosso amigo prof. pardal Ederson).
Até a próxima!